Túlia Brugali
Vice-Presidente do IBEF-RS
Conselheira de Administração e Conselheira Fiscal
A transformação dos negócios ocorre de forma cada vez mais acelerada. Incertezas econômicas, eventos climáticos extremos, polarizações sociais, novas tecnologias e exigências de mercado, somadas a uma política monetária restritiva e às volatilidades de um ano eleitoral, desafiam a capacidade de planejamento das organizações. As empresas e os profissionais precisam estar preparados para um mundo incerto, garantindo que possam inovar e adaptar-se rapidamente às mudanças.
A incerteza eleva o grau de ansiedade dos indivíduos, comprometendo a tomada de decisões. Tanto a busca por falsas certezas quanto o excesso de confiança podem levar a escolhas precipitadas. Por isso, equilibrar análise de dados com a calibragem da confiança surge como boa prática: cenários robustos são construídos com narrativas, dados e envolvimento das partes interessadas. Vale destacar que essas ferramentas existem há décadas e evoluem com IA e tecnologias preditivas, ampliando a precisão das análises e a identificação de riscos.
O grau de confiança dos executivos influencia diretamente a leitura de mercado e a capacidade de resposta das organizações. Líderes otimistas traçam estratégias mais agressivas, enquanto gestores cautelosos priorizam resiliência. Portanto, calibrar as percepções, através da captura da opinião de um grupo de especialistas, é essencial. Essa abordagem, chamada de “sabedoria das multidões” tende a superar até a assertividade do profissional mais experiente do grupo.
O grau de confiança dos executivos influencia diretamente a leitura de mercado
Para os gestores gaúchos, o Índice de Confiança dos Executivos de Finanças e Negócios (iCFin), conduzido pelo IBEF-RS em parceria com universidades do Estado, oferece esse suporte. O índice mede a confiança empresarial em cinco pilares, da empresa ao ambiente político internacional. A 5ª edição está em preparação para apoiar os ciclos de planejamento do segundo semestre de 2026.
Em síntese, dados fundamentados, engajamento das partes interessadas e confiança calibrada são os pilares para enfrentar a imprevisibilidade com coragem, resiliência e sustentabilidade.